Ah, esqueci de comentar que eu sonhei a "noite inteira" que estava comendo carboidratos feito louca. Pão, muito pão no meu sonho! Estranho não? Comer é algo que está em nós, deve ser da mesma forma estranho para o nosso organismo de repente não comer. Acordei meio assustada achando que tinha perdido todo o esforço de dois dias inteiros, mas, felizmente, não.
Fico realmente contente de não estar quebrando o regime. Quero realmente, muito mesmo, emagrecer; mal vejo a hora de colocar aquela calça novinha que está no guarda-roupa há um ano e eu nunca pude usar porque quando comprei já estava engordando (aliás comprei a calça para ver se emagrecia um pouco!).
Todos os meus shorts, biquínis, saias, blusinhas, vestidos... Mal vejo a hora de poder usar, sem restrição alguma, tudo que tenho no guarda-roupa, nunca senti tanta saudade assim de roupas velhas! Tenho um shorts simplesmente lindo que não uso porque não está servindo e isso é horrivelmente triste, parece que eu nunca coube em algo tão pequeno, mas, acredite, eu já coube sim.
terça-feira, 28 de outubro de 2008
Causo.
Hoje me aconteceu algo muito engraçado! Algo que não me acontecia desde a época de colégio, como eu gostava de vestir aquele uniforme azul "smirf", diga-se de passagem. Às seis da tarde fui tirar um cochilo e acabei acordando agora pouco, são uma e dez da manhã, ou seja já dormi tudo que precisava por uma noite, amanhã meu dia terá mais que vinte e quatro horas e eu estarei acabada! Mas tudo bem... O fato é que quando eu ainda estava no 1° grau isso sempre me ocorria, eu chegava cansada em casa de ficar o dia todo no colégio fazendo a social e então adormecia, quando acordava ainda era cedo demais para me levantar e tarde demais para estar acordada. Engraçado. Saudoso...

Menta.
Hoje a dieta tem sido mais fácil. Não sei se pelo fato de que estou realmente muito ansiosa por ir para praia com minhas amigas e estou realmente muito preocupada com a minha aparência lá, ou se porque meu organismo já está mais acostumado a não ver carboidratos. É tão estranho de repente não poder mais tomar leite, comer doces, pensar em pão ou chegar perto de macarrão, que achei que ia falhar logo! Mas esta tem sido a mais bem sucedida dieta dos últimos tempos (e só durou 1 dia 1/2)!
Acho que o fato de que comer meia bisnaguinha vai me fazer perder dois dias realmente grandes de esforço está sendo muito útil. Explico, a dieta funciona da seguinte forma: Depois de 48 sem ingerir nada de carboidrato o seu organismo ativa uma glândula que libera o cetônico, essa secreção queima a gordura que você tem armazenada, como se o seu organismo pensasse que está em risco e então começasse a gastar a energia que ele já tem.; isso te faz emagrecer, o problema é que esta glândula só é ativada depois de 48 horas, então qualquer injestão de carboidrato faz ela ficar inativa novamente e você precisa esperar mais 48 horas para que volte a funcionar.
Fico feliz que esteja funcionando e eu estou querendo que isto dê muito certo mesmo! Sinto-me tão fracassada em ter engordado 20 quilos, que quando eles forem embora eu não os quero ver nunca mais nessa vida, a única coisa que eu vou querer saber é de fazer exercícios, cuidar do meu corpo e manter a boca fechada!
Hoje fui comprar uns vestidos, gostaria muito de não ter tido que comprar um número tão grande, mas isso vai me ajudar porque assim toda vez que passar pela minha cabeça quebrar o regime vou me lembrar de todos os shorts, saias e calças que tenho aqui em casa e que não posso usar enquanto não "voltar a ser eu" novamente!
Espero, realmente espero, que dê tudo certo. Se tiver perdido alguns quilos até o final do ano eu vou pintar o meu cabelo (algo que há tempos venho querendo fazer e não faço!) e vou me dedicar a me vestir melhor. Às vezes, quase sempre, sou tão relaxada com o que uso, acho que é pelo fato de estar gorda, isso acaba com a auto-estima de qualquer um!
Mas não é tão difícil voltar a ser linda! Não, mesmo. Eu já fiz isso uma vez e vou fazer de novo. Estou me sentindo "mais leve" só de pensar, ares frescos como menta então por vir!
Acho que o fato de que comer meia bisnaguinha vai me fazer perder dois dias realmente grandes de esforço está sendo muito útil. Explico, a dieta funciona da seguinte forma: Depois de 48 sem ingerir nada de carboidrato o seu organismo ativa uma glândula que libera o cetônico, essa secreção queima a gordura que você tem armazenada, como se o seu organismo pensasse que está em risco e então começasse a gastar a energia que ele já tem.; isso te faz emagrecer, o problema é que esta glândula só é ativada depois de 48 horas, então qualquer injestão de carboidrato faz ela ficar inativa novamente e você precisa esperar mais 48 horas para que volte a funcionar.
Fico feliz que esteja funcionando e eu estou querendo que isto dê muito certo mesmo! Sinto-me tão fracassada em ter engordado 20 quilos, que quando eles forem embora eu não os quero ver nunca mais nessa vida, a única coisa que eu vou querer saber é de fazer exercícios, cuidar do meu corpo e manter a boca fechada!
Hoje fui comprar uns vestidos, gostaria muito de não ter tido que comprar um número tão grande, mas isso vai me ajudar porque assim toda vez que passar pela minha cabeça quebrar o regime vou me lembrar de todos os shorts, saias e calças que tenho aqui em casa e que não posso usar enquanto não "voltar a ser eu" novamente!
Espero, realmente espero, que dê tudo certo. Se tiver perdido alguns quilos até o final do ano eu vou pintar o meu cabelo (algo que há tempos venho querendo fazer e não faço!) e vou me dedicar a me vestir melhor. Às vezes, quase sempre, sou tão relaxada com o que uso, acho que é pelo fato de estar gorda, isso acaba com a auto-estima de qualquer um!
Mas não é tão difícil voltar a ser linda! Não, mesmo. Eu já fiz isso uma vez e vou fazer de novo. Estou me sentindo "mais leve" só de pensar, ares frescos como menta então por vir!
Pequena Menina Grande M...
Aqui estou, a 5 semanas da maior idade. O tempo é tão cruel, quanto mais ele passa mais complicadas vão ficando as coisas, gostaria que a vida fosse mais simples de ser vivida, ou que eu tivesse mais habilidade em fazer escolhas... Sinto-me uma criança decidindo meu futuro, o ano que vem ainda é um grande mistério para mim, relamente eu não sei o que vai ser, o que vou fazer, mas tenho que tomar logo essa decisão. É a minha vida e eu não posso tirar férias dela, infelizmente...
Quando assisto Felicity eu invejo a maneira como ela se joga nas coisas, ela simplesmente joga a moeda e sai correndo atrás do que quer que seja! Eu penso tanto, penso, penso, penso... Às vezes acho que de tanto pensar não consigo tomar minhas decisões, talvez se eu arriscasse qualquer coisa para ver no que dá depois, mas seria tão "arriscado", acabo ficando com medo.
Deus, como é complicado não ser mais uma garotinha e não ser ainda uma mulher!
O que vai ser de mim? Depois de tomar essa decisão quantas mais eu vou ter que tomar? Aonde está meu destino? Será que a maneira que eu levo a vida é a melhor maneira de todas? Será que eu não deveria simplesmente deixar acontecer mais e ser menos estressada? Acho que sim, mas não é meu jeito de ser esse. E tenho minhas dúvidas se consigo mudar.
Quanto mais mulher eu me torno, mais menina acabo ficando. O problema é que estas decisões todas acabam me deixando acuada e me sinto como uma criança em busca de um escapismo. Quando menina, sem nada a decidir, sem ser dona da minha própria história, eu simplesmente vivia isso, sem deixar nada me abalar. Talvez fosse como um brinquedinho dos meus pais e, de fato, eles é que deram para mim meus primeiros passos. Escolheram minha primeira escola, minhas atividades extras e tudo o mais, gostaria de perguntar a eles ao menos uma vez se foi difícil tomas estas decisões tanto quanto parece!
Não consigo cuidar de mim mesma. Mas tenho. Estou disposta a me comprometer com isso, de agora em diante vou tomar minhas decisões e se não estiver satisfeita eu posso mudar de idéia mais tarde, só espero que não tão tarde assim.
Quando assisto Felicity eu invejo a maneira como ela se joga nas coisas, ela simplesmente joga a moeda e sai correndo atrás do que quer que seja! Eu penso tanto, penso, penso, penso... Às vezes acho que de tanto pensar não consigo tomar minhas decisões, talvez se eu arriscasse qualquer coisa para ver no que dá depois, mas seria tão "arriscado", acabo ficando com medo.
Deus, como é complicado não ser mais uma garotinha e não ser ainda uma mulher!
O que vai ser de mim? Depois de tomar essa decisão quantas mais eu vou ter que tomar? Aonde está meu destino? Será que a maneira que eu levo a vida é a melhor maneira de todas? Será que eu não deveria simplesmente deixar acontecer mais e ser menos estressada? Acho que sim, mas não é meu jeito de ser esse. E tenho minhas dúvidas se consigo mudar.
Quanto mais mulher eu me torno, mais menina acabo ficando. O problema é que estas decisões todas acabam me deixando acuada e me sinto como uma criança em busca de um escapismo. Quando menina, sem nada a decidir, sem ser dona da minha própria história, eu simplesmente vivia isso, sem deixar nada me abalar. Talvez fosse como um brinquedinho dos meus pais e, de fato, eles é que deram para mim meus primeiros passos. Escolheram minha primeira escola, minhas atividades extras e tudo o mais, gostaria de perguntar a eles ao menos uma vez se foi difícil tomas estas decisões tanto quanto parece!
Não consigo cuidar de mim mesma. Mas tenho. Estou disposta a me comprometer com isso, de agora em diante vou tomar minhas decisões e se não estiver satisfeita eu posso mudar de idéia mais tarde, só espero que não tão tarde assim.
segunda-feira, 27 de outubro de 2008
Breve Observação.

Aiai, começo assim porque sinto que não como há algumas semanas e olha que são apenas algumas horas sem ingestão de carboidratos! (Não, eu não vou desistir). Sinto-me tão fraca e tão cansada, não sei se é pelo fato de não estar comendo carboidrato, ou se é pelo calor que está fazendo.
Meu Deus! Que dia mais quente! Preciso de uma piscina para acompanhar todo este verão, ou então eu vou derreter por completo antes mesmo de chegar ao litoral!! Estou pensando em ir correr hoje com as minhas amigas, tenho minhas dúvidas se conseguirei me maneter em pé por muito tempo, mas vou mesmo assim...
Afinal caso eu desista deste regime eu já comi tanta gordura por este dia que seria insano, repito: Completamente-insano, não estar me exercitando!
Doutor você está me deixando muito cansada e olha que hoje eu dormi o dia inteiro... Talvez tenha sido atropelada por um caminhão durante o sono, sem perceber...
Meu Deus! Que dia mais quente! Preciso de uma piscina para acompanhar todo este verão, ou então eu vou derreter por completo antes mesmo de chegar ao litoral!! Estou pensando em ir correr hoje com as minhas amigas, tenho minhas dúvidas se conseguirei me maneter em pé por muito tempo, mas vou mesmo assim...
Afinal caso eu desista deste regime eu já comi tanta gordura por este dia que seria insano, repito: Completamente-insano, não estar me exercitando!
Doutor você está me deixando muito cansada e olha que hoje eu dormi o dia inteiro... Talvez tenha sido atropelada por um caminhão durante o sono, sem perceber...
Deus! O que nós mulheres não fazemos para perder uns bons quilos, ãhn?
Merecemos mais reconhecimento...
Falando em esforço para conquistar um corpo bonito, estou com tantos planos em mente, depois comento!
Um projeto(parteII).
dos seres, verdade que interfiro vez ou outra para transmitir minhas lições, mas tenho outras maneiras de fazê-lo e minha função não é esta. A Morte tem lá seus motivos...
Algo ainda mais curioso sobre mim é que fui eu quem inventou as cores e é por isso que elas são como eu: exclusivas para cada individuo, não são um fenômeno independente, não possuem um “valor” universal. E somente a fim de sanar a curiosidade que posso ver através de seus olhos, os daltônicos são assim por um motivo especial, sim. Escolhi essas pessoas a dedo para que vissem o mundo em cores totalmente diferentes e em menor variedade do que costumo fazer, mas esta é outra história... Alguns não percebem, Bianca foi uma das poucas que atentou a isto, mas faço das cores fundamentais para cada situação, não é à toa que vocês escolhem com tanta cautela as cores que os acompanharão nas etapas da vida. Nunca se perguntou por que algumas meninas pintam seus quartos de cor-de-rosa? É porque para elas o rosa está intimamente ligado a uma passagem de tempo agradável, pergunte-as como seria viver anos em um quarto pintado de preto e dirão que seria o próprio inferno, e quando as pessoas sentem-se mal eu insisto em fazer os minutos parecerem horas e os dias verdadeiras eternidades, o que faço em conjunto com certas companheiras de oficio como a Tristeza, a Angustia e a Ansiedade.
Falemos então, um pouco sobre estes outros elementos que vocês homens julgam conhecer tão bem e na verdade desconhecem profundamente. Não, nenhum deles vive subordinado a mim, mas as funções de todos nós estão ligadas umas às outras. Somos como companheiros de trabalho. Porém como esta história não pertence nem a mim, nem a eles, não gastarei mais linhas, se quiserem que contem sua própria história.
Creio que já estão fartos de ler sobre minhas artimanhas e prestes a abandonar este livro em alguma lixeira próxima, mas peço que não o façam. Se chegaram até aqui é certo que desejam conhecer, finalmente, a história da menina de quem falarei de agora em diante e asseguro-lhes que não se arrependerão.
Algo ainda mais curioso sobre mim é que fui eu quem inventou as cores e é por isso que elas são como eu: exclusivas para cada individuo, não são um fenômeno independente, não possuem um “valor” universal. E somente a fim de sanar a curiosidade que posso ver através de seus olhos, os daltônicos são assim por um motivo especial, sim. Escolhi essas pessoas a dedo para que vissem o mundo em cores totalmente diferentes e em menor variedade do que costumo fazer, mas esta é outra história... Alguns não percebem, Bianca foi uma das poucas que atentou a isto, mas faço das cores fundamentais para cada situação, não é à toa que vocês escolhem com tanta cautela as cores que os acompanharão nas etapas da vida. Nunca se perguntou por que algumas meninas pintam seus quartos de cor-de-rosa? É porque para elas o rosa está intimamente ligado a uma passagem de tempo agradável, pergunte-as como seria viver anos em um quarto pintado de preto e dirão que seria o próprio inferno, e quando as pessoas sentem-se mal eu insisto em fazer os minutos parecerem horas e os dias verdadeiras eternidades, o que faço em conjunto com certas companheiras de oficio como a Tristeza, a Angustia e a Ansiedade.
Falemos então, um pouco sobre estes outros elementos que vocês homens julgam conhecer tão bem e na verdade desconhecem profundamente. Não, nenhum deles vive subordinado a mim, mas as funções de todos nós estão ligadas umas às outras. Somos como companheiros de trabalho. Porém como esta história não pertence nem a mim, nem a eles, não gastarei mais linhas, se quiserem que contem sua própria história.
Creio que já estão fartos de ler sobre minhas artimanhas e prestes a abandonar este livro em alguma lixeira próxima, mas peço que não o façam. Se chegaram até aqui é certo que desejam conhecer, finalmente, a história da menina de quem falarei de agora em diante e asseguro-lhes que não se arrependerão.
Um projeto.
Acho que todas as pessoas que se consideram "Quente e Letrista" (isso é o que eu chamo de o contrário de "Frio e Calculista") me entenderão. Acontece que tenho um sonho muito antigo: Escrever um livro.
A verdade é que eu já comecei a escrever tantos livros que já perdi as contas. Mas sempre foram tão mal escritos que eu mesma ao começar a reler jogava tudo no lixo antes mesmo de chegar no segundo parágrafo. Podem imaginar como eram meus primeiros livros, não? Algo escrito por uma criança de 10 anos de idade mais ou menos que conseguia descrever as personagens apenas de forma idealizada. Bom, é fato: Todos os projetos de livro que tive até hoje foram um desastre absurdo!
Mas há alguns meses atrás comecei a escrever outro. Sabe como é né, "Sou brasileira e não desisto nunca!". E desta vez por incrível que pareça eu me apaixonei pelo primeiro parágrafo da minha história! Sim, na minha opinião ficou muito bom mesmo (pelo menos bem melhor do que os anteriores).
O problema é que eu não tenho exatamente uma história para contar, por isso estou preservando este primeiro parágrafo para poder escrever o resto quando a idéia estiver mais madura na minha cabeça e, é claro, quando eu tiver mais tempo para poder trabalhar nisso.
Mas já que tenho este blog (Diário?) e ninguém o acompanha mesmo, eu pensei em publicar aqui meu querido primeiro-parágrafo que eu mesma, modéstias bem à parte, admiro tanto! Aí vai...
CAPÍTULO I
Caro leitor, vou logo avisando, pare imediatamente esta narrativa se acha que poderei reproduzir nestas páginas a beleza da história que eu, o Tempo, tive a honra de acompanhar calma e lentamente. Pois isso seria impossível. Certas coisas, meu amigo, acontecem uma só vez e não se pode reproduzir com o mesmo ardor e a mesma intensidade nem que se passasse uma vida tentando. Mas antes de dar início a nossa história, precisamos esclarecer certos pontos.
Aqui quem vos fala, não falará de novo jamais. E nem deveria estar falando desta vez, só me permito abrir esta exceção em função da sensibilidade que a menina Bianca, protagonista deste romance, despertou em mim.
Sei que ao longo de sua vida você por vezes me amará e por outras odiará, mas em geral nem perceberá que existo, ou me considerará algo natural e, simplesmente, estabelecido pelos homens antigos, como uma convenção que, ironicamente, sobreviveu ao “tempo”.
Para melhor entendimento entre nós utilizarei termos (estes sim convencionados pelo homem), como: “horas”, “minutos”, “segundos”, “eternidades”, “dias”, “meses”, “anos”, “séculos” etc. Mas saiba que os repudio, compreendo que se fazem necessários para que eu me torne tangível, ou pelo menos, mais concreto. O que considero um absurdo, pois sou e serei, para sempre, abstrato. Não sou como vocês mortais, não tive a glória de nascer e jamais terei a oportunidade de morrer, muito menos “em vida”, se é que quem nunca nasceu vive, tirarei férias, ou poderei me dar ao luxo de ter descansos; trabalho ininterruptamente. Nunca paro, sou como um relógio (e dos relógios, que foram criados em homenagem a mim, até me orgulho de certa forma) que fica no seu sábio tictac, tictac, tictac, tictac, tictac, tictac... Aconteça o que acontecer, haja o que houver! Pois é, companheiro, vês como tens sorte? Afinal podes desfrutar de ficar a ver-me passar nos momentos de ócio que eu simplesmente desconheço...
E fique claro que não sou o mesmo para todos, mesmo que vivam em função de um único sistema que fora estabelecido de contagem de tempo. Sou tão relativo que me indigno em ver como vocês tem a audácia de dizer que um dia dura exatas vinte e quatro horas para os 6,5 bilhões de habitantes deste planeta! Oras, se passo a vida a fazer nada mais, nada menos que alargar o dia de uns e encurtar o dia de outros. Contudo já me é familiar a ingratidão dos homens. A verdade, é que vivo em cada ser que habita este planeta, portanto ninguém pode escapar a mim. E o mais surpreendente é que você é quem me administra da maneira que bem entende. Porém minha intromissão é sempre, para você, algo inevitável, às vezes resolvo brincar de ser percebido e, garanto que sempre o faço devastadoramente. Acontece que tenho um objetivo, mostrar a cada homem que pisa neste mundo que as coisas boas são efêmeras e os sofrimentos são escolhas; para isso muitas vezes conto com alguns colegas, sendo a Morte uma forte aliada.É um tolo o homem que acha que a morte de cada ser no mundo não tem um objetivo direto de ensinar algo a alguém. Alguns aprendem, outros não. Temos de arriscar. Morte gera sofrimento e quando alguém sofre por motivo de morte começa a refletir sobre a vida, e é por isso que me faço arrastar para essas pessoas. Pois o mal do homem moderno é pensar pouco. E aproveito para ir logo deixando claro que a vida é passageira (por mais que eu me esforce em estender a de alguns a Morte me impõe limites e tenho de cumpri-los), vejo isso como um estimulo. Gostaria que todos os homens tomassem consciência disso a tempo, afinal quem cedo percebe a efemeridade da vida, aproveita-a mais. Entretanto é evidente que não sou eu quem decide a morte
A verdade é que eu já comecei a escrever tantos livros que já perdi as contas. Mas sempre foram tão mal escritos que eu mesma ao começar a reler jogava tudo no lixo antes mesmo de chegar no segundo parágrafo. Podem imaginar como eram meus primeiros livros, não? Algo escrito por uma criança de 10 anos de idade mais ou menos que conseguia descrever as personagens apenas de forma idealizada. Bom, é fato: Todos os projetos de livro que tive até hoje foram um desastre absurdo!
Mas há alguns meses atrás comecei a escrever outro. Sabe como é né, "Sou brasileira e não desisto nunca!". E desta vez por incrível que pareça eu me apaixonei pelo primeiro parágrafo da minha história! Sim, na minha opinião ficou muito bom mesmo (pelo menos bem melhor do que os anteriores).
O problema é que eu não tenho exatamente uma história para contar, por isso estou preservando este primeiro parágrafo para poder escrever o resto quando a idéia estiver mais madura na minha cabeça e, é claro, quando eu tiver mais tempo para poder trabalhar nisso.
Mas já que tenho este blog (Diário?) e ninguém o acompanha mesmo, eu pensei em publicar aqui meu querido primeiro-parágrafo que eu mesma, modéstias bem à parte, admiro tanto! Aí vai...
CAPÍTULO I
Caro leitor, vou logo avisando, pare imediatamente esta narrativa se acha que poderei reproduzir nestas páginas a beleza da história que eu, o Tempo, tive a honra de acompanhar calma e lentamente. Pois isso seria impossível. Certas coisas, meu amigo, acontecem uma só vez e não se pode reproduzir com o mesmo ardor e a mesma intensidade nem que se passasse uma vida tentando. Mas antes de dar início a nossa história, precisamos esclarecer certos pontos.
Aqui quem vos fala, não falará de novo jamais. E nem deveria estar falando desta vez, só me permito abrir esta exceção em função da sensibilidade que a menina Bianca, protagonista deste romance, despertou em mim.
Sei que ao longo de sua vida você por vezes me amará e por outras odiará, mas em geral nem perceberá que existo, ou me considerará algo natural e, simplesmente, estabelecido pelos homens antigos, como uma convenção que, ironicamente, sobreviveu ao “tempo”.
Para melhor entendimento entre nós utilizarei termos (estes sim convencionados pelo homem), como: “horas”, “minutos”, “segundos”, “eternidades”, “dias”, “meses”, “anos”, “séculos” etc. Mas saiba que os repudio, compreendo que se fazem necessários para que eu me torne tangível, ou pelo menos, mais concreto. O que considero um absurdo, pois sou e serei, para sempre, abstrato. Não sou como vocês mortais, não tive a glória de nascer e jamais terei a oportunidade de morrer, muito menos “em vida”, se é que quem nunca nasceu vive, tirarei férias, ou poderei me dar ao luxo de ter descansos; trabalho ininterruptamente. Nunca paro, sou como um relógio (e dos relógios, que foram criados em homenagem a mim, até me orgulho de certa forma) que fica no seu sábio tictac, tictac, tictac, tictac, tictac, tictac... Aconteça o que acontecer, haja o que houver! Pois é, companheiro, vês como tens sorte? Afinal podes desfrutar de ficar a ver-me passar nos momentos de ócio que eu simplesmente desconheço...
E fique claro que não sou o mesmo para todos, mesmo que vivam em função de um único sistema que fora estabelecido de contagem de tempo. Sou tão relativo que me indigno em ver como vocês tem a audácia de dizer que um dia dura exatas vinte e quatro horas para os 6,5 bilhões de habitantes deste planeta! Oras, se passo a vida a fazer nada mais, nada menos que alargar o dia de uns e encurtar o dia de outros. Contudo já me é familiar a ingratidão dos homens. A verdade, é que vivo em cada ser que habita este planeta, portanto ninguém pode escapar a mim. E o mais surpreendente é que você é quem me administra da maneira que bem entende. Porém minha intromissão é sempre, para você, algo inevitável, às vezes resolvo brincar de ser percebido e, garanto que sempre o faço devastadoramente. Acontece que tenho um objetivo, mostrar a cada homem que pisa neste mundo que as coisas boas são efêmeras e os sofrimentos são escolhas; para isso muitas vezes conto com alguns colegas, sendo a Morte uma forte aliada.É um tolo o homem que acha que a morte de cada ser no mundo não tem um objetivo direto de ensinar algo a alguém. Alguns aprendem, outros não. Temos de arriscar. Morte gera sofrimento e quando alguém sofre por motivo de morte começa a refletir sobre a vida, e é por isso que me faço arrastar para essas pessoas. Pois o mal do homem moderno é pensar pouco. E aproveito para ir logo deixando claro que a vida é passageira (por mais que eu me esforce em estender a de alguns a Morte me impõe limites e tenho de cumpri-los), vejo isso como um estimulo. Gostaria que todos os homens tomassem consciência disso a tempo, afinal quem cedo percebe a efemeridade da vida, aproveita-a mais. Entretanto é evidente que não sou eu quem decide a morte
Olá Dr.Atkins...
Sem mais delongas olá. Olá doutor tenho me animado muito a respeito da sua dieta, viu? Essa coisa de poder comer gordura a vontade (ovo frito, carne, carne, carne, bacon...hmmmmmmm), isso me faz pensar que estou no paraíso ainda mais se estiver emagrecendo enquanto cometo tais atrocidades ao meu organismo!
Sim, aquela crise do biquíni, lembram-se? Então, fez-me optar por tomar uma drástica decisão: A dieta do Dr. Atkins. Ok, OK, já posso ver gente torcendo o nariz e dizendo, mas é muito perigoso hipoglicemia e hipertensão, colesterol e blablabla. O fato é que já que não consigo aderir a dietas drásticas e milagrosas, vamos a uma dieta totalmente liberal e (mais)milagrosa!
Não estou me importando muito com a saúde, ainda mais porque esta dieta só pode ser seguida por um mês mesmo! Tenho 18 anos e não acho que um mês estrapolando vá me causar um ataque cardíaco, mas se causar, bom, pasciência, não?
O importante é estar linda na praia. "Nossa como ela é fútil!". Você até pode pensar isso, mas duvido que goste de colocar uma sainha bem pequena quando está fora do seu peso ideal (ou seja quando você não está totalmente esquelética).
É triste? É. É a ditadura da beleza? É. É a busca incessante da perfeição-custe-o-que-custar? É. É loucura? Pode ser. Eu ligo? Não.
Exatamente: não ligo. Inclusive o primeiro dia de dieta tem sido um sucesso total. Comi três ovos até agora, muito bife, tomate e brócolis. É tão estranho pensar em emagrecer comendo bobagens, mas espero que funcione e muito. A dieta promete até 5 quilos por semana após 2 dias de regime!
Se der certo eu volto para contar pra vocês como é que foi, se passei fome, se estou fraca, se estou com problemas de maior grau... Enquanto isso vou testando. Se der certo monto uma religião para o Dr. Lindo-Atkins, se não der, partimos para outra então.
Estou animada para as férias. Inclusive a questão é que estou de saco chei-í-ssi-mo desse cursinho que me mata de cansaço. Falando nisso tenho que ir à minha cruz. Fui.
Sim, aquela crise do biquíni, lembram-se? Então, fez-me optar por tomar uma drástica decisão: A dieta do Dr. Atkins. Ok, OK, já posso ver gente torcendo o nariz e dizendo, mas é muito perigoso hipoglicemia e hipertensão, colesterol e blablabla. O fato é que já que não consigo aderir a dietas drásticas e milagrosas, vamos a uma dieta totalmente liberal e (mais)milagrosa!
Não estou me importando muito com a saúde, ainda mais porque esta dieta só pode ser seguida por um mês mesmo! Tenho 18 anos e não acho que um mês estrapolando vá me causar um ataque cardíaco, mas se causar, bom, pasciência, não?
O importante é estar linda na praia. "Nossa como ela é fútil!". Você até pode pensar isso, mas duvido que goste de colocar uma sainha bem pequena quando está fora do seu peso ideal (ou seja quando você não está totalmente esquelética).
É triste? É. É a ditadura da beleza? É. É a busca incessante da perfeição-custe-o-que-custar? É. É loucura? Pode ser. Eu ligo? Não.
Exatamente: não ligo. Inclusive o primeiro dia de dieta tem sido um sucesso total. Comi três ovos até agora, muito bife, tomate e brócolis. É tão estranho pensar em emagrecer comendo bobagens, mas espero que funcione e muito. A dieta promete até 5 quilos por semana após 2 dias de regime!
Se der certo eu volto para contar pra vocês como é que foi, se passei fome, se estou fraca, se estou com problemas de maior grau... Enquanto isso vou testando. Se der certo monto uma religião para o Dr. Lindo-Atkins, se não der, partimos para outra então.
Estou animada para as férias. Inclusive a questão é que estou de saco chei-í-ssi-mo desse cursinho que me mata de cansaço. Falando nisso tenho que ir à minha cruz. Fui.
sábado, 25 de outubro de 2008
O verão é agora.

Já se sentiu feia alguma vez? Como se qualquer um que te olhasse nos olhos fosse te julgar pela aparência, na verdade, pela péssima aparência? Como se nenhuma roupa, nem a mais bem desenhada e costurada, nem aquela feita no melhor tecido que se pode encontrar fosse deixá-la bonita? Ou se pior que com roupa fosse sem nenhuma roupa?
É assim que tenho me sentido ultimamente. Desde janeiro deste ano meu corpo tem aumentado, hoje peso 20 quilos mais do que pesava em outubro do ano passado. Isso tem afetado meu emocional. Todas as revistas, programas e piscicólogas podem dizer que o lindo é ser alguém que se aceita como é, gorda ou magra, e é feliz assim. Mas a verdade é que não há lugar para os gordinhos neste mundo mais.
Quantos dos caras lindos e interessantes que você conhece estão dando em cima de mulheres gordas e flácidas? Hmmm... Nenhum? Exato. Ninguém se interessa por mulheres que tem estrias até nas bochechas e celulite na testa. É a ditadura da estética? Que seja, mas não estou feliz com meu corpo, não estou satisfeita com o que vejo no espelho.
Hoje minhas amigas me convidaram para ir tomar sol e fazer um churrasquinho. Eu e mais quatro amigas apenas. Então acordei e fui procurar uns biquínis do ano passado, porque não comprei nenhum ainda este ano. Que triste ver que nenhum me serve, meus seios (enormes como dois melões) ficam ao ponto de sairem escorrendo por todos os lados... Meus quadris fazer o elástico do biquíni estremecer e nos "de-dar-nó" simplesmente minha bunda fica parecendo algo gigantesco e de outro mundo.
Estaria entre amigas se tivesse ido, elas também estão um pouco acima do peso, mas mesmo assim não me senti nenhum pouco a vontade para ir. Essa coisa de não se sentir bem consigo mesma é muito complicado, porque você não tem vontade de ver as pessoas ou sair de casa. Acho que não tenho nenhuma roupa que eu ache bonita que eu esteja usando ultimamente, a verdade é que a maioria das minhas roupas não me serve mais. E as que servem já tem mais de um ano e estão bem feias...
Espero que eu perca um pouco de peso até o verão, ou então não vou mais viajar para praia com as meninas como eu havia programado. Não é justo comigo mesma me expor ao ridículo dessa maneira. Não teria jamais coragem de colocar um biquíni e sair para caminhar na praia, onde todos poderiam me ver e analisar cada defeito desse corpo que não vê exercicíos há um ano e só quer saber de comer.
Mas vou trabalhar duro, para conseguir começar a faculdade ano que vem bem bonita e de preferência rrumar logo um namorado. Quero eliminar qualquer vestígio deste ano de cursinho da minha vida. Foi bem ruim para o meu corpo e para minha mente que começa a sentir muito mal por estar acompanhada de 71 quilos em uma pessoa só...
Não tenho como julgar as anorexicas em um momento como esse. Sei o que elas estão sentindo...
...para falar a verdade, agora, neste instante, eu só queria poder me tornar uma também...
sexta-feira, 24 de outubro de 2008
Lenços, lenços...
Isso é sobre Felicity de novo. Parece-me que estou me tornando muito repetitiva, mas na verdade sempre fui assim, algo que vem do meu pai e da minha mãe, chegam a ser chatos. Há três dias eu começei a baixar na internet a primeira temporada, tudo começou com uma lembrança...
Certa noite de verão em Barra Velha, na casa de praia, nada para fazer. Todo mundo na piscina conversando e rindo, mas eu não estava no clima, só isso... Então em casa, sozinha, com um copo de leite com nescau fui assistir TV, nem queira saber qual o tipo da programação noturna da televisão aberta, bem, é muito ruim... Mas no SBT um certo programa me chamou a atenção: Felicity. Infelizmente estavam passando aleatoriamente os episódios de várias temporadas, então acho que não entendi absolutamente nada. Então assisti durante uma semana, devo ter visto uns 3 ou 4 episódios, eu acho que não estávamos ainda no séc XXI...
Dois dias atrás, saudosa do Dr.Gregory House, de Seth Coen e Ryan, decidi que era hora de baixar um seriado novo. Não me pergunte como, ou quando me veio a cabeça Felicity, mas de repente esse nome brilhou. Começei a procurar em vários sites, foi um pouco difícil porque hoje em dia todo mundo quer assistir Gossip Girl e essas coisas... Mas achei a primeira temporada e já assisti a maior parte dela.
Simplesmente Felicity é emocionante. O seriado é classificado em "drama" então acho que é por isso... Mas o que quero dizer é que me fez reparar que não tenho tido tempo para cuidar do meu coração ultimamente. Acredite se quiser, mas meu último relacionamento terminou em Julho deste ano e já se passaram quase 4 meses, e foi do tipo bem superficial...
Deus, como sinto falta de ter alguém para chamar de meu. Sinto falta de ter alguém para sentir ciúmes! Passei o ano passado inteiro lutando contra esse ciúmes que me deixava louca... E PUF!... Sem mais ciúmes. Não há mais ninguém em quem eu possa fazer carinho com as unhas, ninguém que eu admire muito ao ponto de querer ficar observando essa pessoa repirar pelo resto da minha vida! Simplesmente ninguém mais faz meu coração acelerar o suficiente, ao ponto de achar que minhas pernas vão desabar de repente.
Eu realmente amei alguém. Nossa separação foi tão traumática: amávamos um ao outro e quando me mudei para Curitiba nos separamos, quando voltei ele já estava refeito e meu coração ainda em pedaços. Mas hoje, por incrível que pareça, não é mais ele que me faz falta (só um pouco, só ás vezes...), mas seu amor. Sinto falta de ter a quem amar.
Tenho sido tão negligente com meus sentimentos, que mal reparei que tenho estado sozinha. Tão estranho que meu celular não toque mais para ouvir do outro lado da linha um "oi", mas um oi daqueles que te faz estremecer. Que triste não ter com quem brigar, sabe aquelas briguinhas que terminam com um "eu te amo, vem cá meu amor, me dá um abraço"?
Noel da série também me faz lembrar o único cara que amei. Porque éramos muito amigos, além do mais Noel é como eu gostaria que fosse meu próximo amor... É estranho sonhar com algo ou alguém que nem se quer existe, mas faz bem. Espero, espero, tomara que venha logo...
Felicity me faz lembrar do quanto minha vida está opaca. Esse é um dos motivos pelos quais não quero mais cursinho ano que vem, estudar tanto faz com que eu me dedique a apenas um setor da minha vida. E eu gostaria de poder me dedicar a todos, principalmente ao meu coração doente de falta de amor.

Felicity!
Alguém aí já assistiu Felicity? Assistam.
A série é antiga, acho que é de 1999. Mas é exatamente o que eu estou passando hoje. Na verdade não, não-vou-para-Nova-York-atrás-de-um-cara-que-só-conheço-de-nome-por-quem-sou-loucamente-apaixonada. Eu me refiro aos primeiros episódios.
Basicamente é isso: Felicity não sabe o quer, não sabe quem é. Só sabe que quer ir à faculdade, livrar-se do sufocamento que lhe causam seus pais e por sua vida em funcionamento, dar início a isso que chamamos vida adulta, mas por partes, sem ansiedade e sem deixar de passar por nenhuma etapa.
É isso sabe. Tenho 17 anos, estou no meu primeiro ano de cursinho e minha cabeça tá parecendo meu quarto da praia quando fico mais de um mês sem colocar as roupas no armário ou tirar da mala. Não sei se vou, não sei se fico.
Sempre pensei em ser uma grande advogada, sabe? Mas caí na real, essa coisa de Direito aqui onde eu moro não dá em nada a não ser que você pretenda ser um juiz, promotor... E meu sonho era apenas advogar! Eu só queria ir ao tribunal, defender meu cliente, ganhar a causa e ser muito feliz! Mas a vida não é assim. Hoje eu sei que minha formatura em direito acarretaria muitos problemas, eu teria de me mudar da cidade que eu amo, onde tenho meus amigos, minha família e tudo o mais para ir parar em uma Minimicrosuperpequenanópolis. Teria que me dedicar a milhões de papeis, intermináveis noites em cima de papeis, papeis e mais papeis. A leitura é meu vício, meu hobby, minha vida, mas a leitura de processos e mais processos, não é exatamente o que eu espero da minha profissão. Então decidi que a área da saúde tem mais a ver comigo. Isso depois de cogitar Publicidade e Propaganda, Jornalismo, Economia, Artes Cênicas, Direção de Cinema... Irônico, mas biológicas é mais humano do que humanas, e eu sou assim: Carne, osso e coração, todo o tempo. Então medicina é ideal. O problema é que é ideal para tanta gente que entrar em uma universidade pública de medicina, ou seja, aquela que meu pai pode pagar, está sem dramaticidade nenhuma impossível. Lógico, a não ser que você esteja disposto a perder alguns anos de sua vida, uns 4 ou 5, no cursinho, vendo e revendo as mesmas coisas de sempre e sempre. Sabe, pode até ser infantil, mas quando minhas amigas de infâcia estiverem se formando em seus cursos de graduação e eu estiver prestigiando-as, eu gostaria de poder estar convidando-as para a minha formatura também! Não me parece justo comigo mesma simplesmente deixar minha vida estacionada no ensino médio, enquanto há tanta coisa a ser feita.
Isso me mantem confusa na maior parte do meu tempo. Então não sei. Eu penso, repenso, tripenso... Penso nisso, mexo, remexo esse assunto. Mas nada. Na-da. O que fazer? E se no final do ano eu não puder cursar nenhuma faculdade de medicina por que não passei no vestibular? Será que eu estou preparada para passar? Sei que não. Sem ser pessimista, não estudei o bastante. Mas e aí? E ano que vem? Cursinho de novo? Não quero. Sei o que quero, mas sei que não está ao meu alcance agora, sei o que não quero, mas não sei o que fazer para ir contra. Situação difícil.
Pensei em cursar algo como Fisioterapia ou Biomedicina, e então curtir essa fase e depois entrar no curso de medicina. Tenho 17 anos, sinto-me tão nova para decidir o rumo de todo o resto da minha vida. Não sou mais menina, mas mulher? Também não, oras...
A série é antiga, acho que é de 1999. Mas é exatamente o que eu estou passando hoje. Na verdade não, não-vou-para-Nova-York-atrás-de-um-cara-que-só-conheço-de-nome-por-quem-sou-loucamente-apaixonada. Eu me refiro aos primeiros episódios.
Basicamente é isso: Felicity não sabe o quer, não sabe quem é. Só sabe que quer ir à faculdade, livrar-se do sufocamento que lhe causam seus pais e por sua vida em funcionamento, dar início a isso que chamamos vida adulta, mas por partes, sem ansiedade e sem deixar de passar por nenhuma etapa.
É isso sabe. Tenho 17 anos, estou no meu primeiro ano de cursinho e minha cabeça tá parecendo meu quarto da praia quando fico mais de um mês sem colocar as roupas no armário ou tirar da mala. Não sei se vou, não sei se fico.
Sempre pensei em ser uma grande advogada, sabe? Mas caí na real, essa coisa de Direito aqui onde eu moro não dá em nada a não ser que você pretenda ser um juiz, promotor... E meu sonho era apenas advogar! Eu só queria ir ao tribunal, defender meu cliente, ganhar a causa e ser muito feliz! Mas a vida não é assim. Hoje eu sei que minha formatura em direito acarretaria muitos problemas, eu teria de me mudar da cidade que eu amo, onde tenho meus amigos, minha família e tudo o mais para ir parar em uma Minimicrosuperpequenanópolis. Teria que me dedicar a milhões de papeis, intermináveis noites em cima de papeis, papeis e mais papeis. A leitura é meu vício, meu hobby, minha vida, mas a leitura de processos e mais processos, não é exatamente o que eu espero da minha profissão. Então decidi que a área da saúde tem mais a ver comigo. Isso depois de cogitar Publicidade e Propaganda, Jornalismo, Economia, Artes Cênicas, Direção de Cinema... Irônico, mas biológicas é mais humano do que humanas, e eu sou assim: Carne, osso e coração, todo o tempo. Então medicina é ideal. O problema é que é ideal para tanta gente que entrar em uma universidade pública de medicina, ou seja, aquela que meu pai pode pagar, está sem dramaticidade nenhuma impossível. Lógico, a não ser que você esteja disposto a perder alguns anos de sua vida, uns 4 ou 5, no cursinho, vendo e revendo as mesmas coisas de sempre e sempre. Sabe, pode até ser infantil, mas quando minhas amigas de infâcia estiverem se formando em seus cursos de graduação e eu estiver prestigiando-as, eu gostaria de poder estar convidando-as para a minha formatura também! Não me parece justo comigo mesma simplesmente deixar minha vida estacionada no ensino médio, enquanto há tanta coisa a ser feita.
Isso me mantem confusa na maior parte do meu tempo. Então não sei. Eu penso, repenso, tripenso... Penso nisso, mexo, remexo esse assunto. Mas nada. Na-da. O que fazer? E se no final do ano eu não puder cursar nenhuma faculdade de medicina por que não passei no vestibular? Será que eu estou preparada para passar? Sei que não. Sem ser pessimista, não estudei o bastante. Mas e aí? E ano que vem? Cursinho de novo? Não quero. Sei o que quero, mas sei que não está ao meu alcance agora, sei o que não quero, mas não sei o que fazer para ir contra. Situação difícil.
Pensei em cursar algo como Fisioterapia ou Biomedicina, e então curtir essa fase e depois entrar no curso de medicina. Tenho 17 anos, sinto-me tão nova para decidir o rumo de todo o resto da minha vida. Não sou mais menina, mas mulher? Também não, oras...
Olá estranho.
Isso é um blog (só estou constatando), como se fosse um diário, entretanto não secreto, é como se eu estivesse esfregando na cara de milhares de pessoas meu diário?
Genial. 1984. Não, não estou louca. Quero dizer que quando George Orwell escreveu 1984 ele previu isso tudo. Não é fantástico? Poucos de nós, por nós entenda-se terráquios, são famosos, embora qualquer um que entre em uma simples loja de conveniência em um posto na beira da estrada é filmado, tem sua imagem registrada, está marcado. Você se conecta a internet e todos sabem qual sua cor favorita, para que time você torce, quantos anos tem, quais seus livros, filmes, programas de TV e pratos prediletos, qual seu estado civil, quem são seus amigos, que lugares você frequenta, que universidade cursou, sua profissão... Ufa! Bummmm: todo o mundo sabe de tudo a seu respeito. Basta um CLICK!
Sério: isso é demais!
Tenho 17 anos e fico estarrecida com toda essa tecnologia. Sabe de uma coisa? Fico triste também.
Imagine que delícia morar em Micronópolis (chutemos 2 mil habitantes, uma vendinha, várias fazendas ao redor...), longe da existência de computador, internet, TV, rádio, correio e tudo o mais. Perfeito não? Crianças que não jogam WE ou GTA o dia inteiro e vão pra rua empinar pipa, jogar bola. Relacionamentos que não começam on-line e sim cara a cara, mano a mano. Vida ao vivo e a cores. Espero que os pais dos meus pais tenham aproveitado enquanto puderam, pois acredite: minha vó está no Orkut E no MSN!
Ah! Perdão. Não respondi sua grande pergunta, não é? Sobre o que é este blog? Sei não sinhô... É sobre a vida, sobre isso aí tudo que acontece todo dia nesse mundão a fora...
Genial. 1984. Não, não estou louca. Quero dizer que quando George Orwell escreveu 1984 ele previu isso tudo. Não é fantástico? Poucos de nós, por nós entenda-se terráquios, são famosos, embora qualquer um que entre em uma simples loja de conveniência em um posto na beira da estrada é filmado, tem sua imagem registrada, está marcado. Você se conecta a internet e todos sabem qual sua cor favorita, para que time você torce, quantos anos tem, quais seus livros, filmes, programas de TV e pratos prediletos, qual seu estado civil, quem são seus amigos, que lugares você frequenta, que universidade cursou, sua profissão... Ufa! Bummmm: todo o mundo sabe de tudo a seu respeito. Basta um CLICK!
Sério: isso é demais!
Tenho 17 anos e fico estarrecida com toda essa tecnologia. Sabe de uma coisa? Fico triste também.
Imagine que delícia morar em Micronópolis (chutemos 2 mil habitantes, uma vendinha, várias fazendas ao redor...), longe da existência de computador, internet, TV, rádio, correio e tudo o mais. Perfeito não? Crianças que não jogam WE ou GTA o dia inteiro e vão pra rua empinar pipa, jogar bola. Relacionamentos que não começam on-line e sim cara a cara, mano a mano. Vida ao vivo e a cores. Espero que os pais dos meus pais tenham aproveitado enquanto puderam, pois acredite: minha vó está no Orkut E no MSN!
Ah! Perdão. Não respondi sua grande pergunta, não é? Sobre o que é este blog? Sei não sinhô... É sobre a vida, sobre isso aí tudo que acontece todo dia nesse mundão a fora...
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