A gente sempre ouve falar de como é difícil ter alguém doente na família e nem se dá conta de como é difícil mesmo. Pode não ser sua prima mais legal, nem seu pai ou sua mãe, mas você se vê envolvido de qualquer forma, querendo ou não. Desconforto e tudo o mais.
Meu avô está com câncer de próstata em metástase. Bom, não que eu fosse a fã número um dele, mas também nunca desejei seu mal. Não quero que morra, quero que se salve e que, de preferencia viva bem, mas acima de tudo quero que esse tormento de tê-lo no hospital acabe.
Tem muito mais a ver com minha mãe do que com ele. Vejo-a sofrer muito e isso me incomoda, eu quero ajudar, quero estar lá. Mas ao mesmo tempo não quero. Não gosto nenhum pouco de lidar com sofrimento de gente que está vinculada a mim de alguma maneira. Minha mãe e eu, por pior que seja nosso relacionamento, temos um elo de ligação que faz com que vê-la sofrer me faça sofrer também.
Não sei se sou muito pessimista ou se estou achando que o copo está meio vazio. Mas as tempestades estão aí o tempo todo e a bonança demora tanto a chegar que não sei por onde buscá-la mais. Era tão mais fácil ser criança, já percebeu?
Melhoras ao meu vô. Estarei com ele no hospital muito em breve, talvez amanhã mesmo esteja em Londrina, onde está internado.
Beijos.
quinta-feira, 22 de julho de 2010
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