Permitam-me contar a pequena e, nem por isso, desinteressante história do meu primeiro (e último, por favor) ano novo na minha cidade!
A noite começou com chuva. Eu e meu pai fomos para a casa da minha avó paterna, onde se realizou a 'cerimônia', chegando lá estavam minha tia e minha avó. Uma vendo TV na sala, um programa terrível de música em um canal completamente desconhecido da TV aberta; a outra no quarto, novela. Minha tia, Valéria, já tinha tomado tudo que encontrou com teor alcóolico maior que 7% na geladeira, e minha avó já tinha trabalhado arduamente na cozinha a tarde toda.
Eu estava deslumbrante. Com strass do brinco à sandália, cabelo arrumado, maquiagem, vestido bonito e uma bolsa importada. Vesti-me para mim mesma. Não é porque não tenho autonomia (ainda) para me livrar dessas festas insuportáveis de família que vou me tornar igual à eles. Tenho que me preparar para o que me espera nessa vida, nesse mundo.
Meu pai abriu um champagne. Minha tia se adiantou para tomar com ele. Perguntou onde estaria minha outra tia, ficamos sabendo que de última hora ela decidira nao ir. Meu pai se irritou completamente, o que não é nada raro, e ligou para ela, disse que parasse de ser rídicula. A mesa precisava ser arrumada e minha tia não tomava providência nenhuma, ficava dançando sozinha diante da televisão, enquanto minha vó com os olhos pedia que alguém se adiantasse para finalizar o serviço, estava exausta.
Eu estava faminta! No almoço comi muito pouco (estou de regime) e depois desta refeição não havia comido mais nada, já era quase onze horas. Finalmente, minha outra tia, Tereza, resolveu aparecer. Chegou com as duas filhas. A mais velha, Amanda, com uns 14 anos e a mais nova, adotada, Maria Luiza, com pouco mais de 2. Maria Luiza é uma criança insuiportável e mimada. Tudo que pega ela arremessa (a decoração de natal, talheres, a própria mamadeira, comida e o que mais estiver a seu alcance). É incapaz de ficar brincando silenciosamente e sem importunar ninguém por mais de um minuto. Ela grita! Berra! Ela bate na mãe e a mãe grita com ela, briga com ela, puxa a orelha dela, faz chantagem. Amanda é uma coitada, vítima da mãe que tem. Como Tereza é uma mãe de mais idade, para uma criança de 2 anos, não dá conta de cuidar dela sozinha e Amanda acabou se tornando uma babá. Talvez ela aprecie o serviço. Mas não tem vida social, não tem amigos e é um tanto estranha...
quinta-feira, 1 de janeiro de 2009
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