domingo, 25 de janeiro de 2009

Acorrentando Almas.

Antes de viajar para praia deixei aqui meu protesto sobre estar sozinha no mundo, sem ninguém por mim, sem alguém pra chamar de meu! Pois é, às vezes parece que a gente fala as coisas da boca pra fora e os anjos ouvem e dizem amém.

Bom, esse verão conheci alguém..

Não apenas alguém, mas uma pessoa muito especial. Do tipo que você quer guardar com você por muitos e muitos anos, uma vida se possível. Aquele cara que abre a porta do carro, que manda msg de bom dia, boa tarde e boa noite! Que se preocupa com você, respeita suas decisões, não se impõe. Um cara que te chama de linda mesmo quando você tá suada e descabelada! Aliás se eu fosse citar aqui todas as qualidades dessa tal pessoa ia ficar mais de três horas escrevendo..

Enfim, nos conhecemos em Balneário Camboriu e estamos juntos. Sim, namorando mesmo. Achei que talvez nunca mais fosse me apaixonar novamente, mas esse serzinho já roubou meu coração, não tem mais jeito..

Depois volto pra detalhar melhor a situação! Beijos

quinta-feira, 1 de janeiro de 2009

Ladies And Gentlemen´s...

...sejam todos bem vindos ao ano de 2009!

Para este novo ano eu tenho milhares de propósitos e pretendo realizá-los. Vou registrá-los aqui. Diga-se de passagem estou começando a gostar dessa história de blogg, ter um diário em um local completamente público é muito interessante e muito agradável. Bom, chegou a hora de começar a colocar os propósitos em dia, afinal amanhã já é dia 2 de janeiro. O feriado do dia primeiro já acabou e amanhã o ano começa definitivamente!

A primeira coisa que prometi é me planejar melhor. Organizar-me. Conprei uma agenda e já providenciei para que o mês de janeiro estivesse lotado de compromissos inadiáveis! A maioria deles é com o meu corpo, esse ano vou cuidar de mim. Não é justo eu viver minha vida para as outras pessoas, para uma outra pessoa, ou para uma instituição! Vou cuidar do meu corpo e da minha alma.

Então, amanhã cedinho é hora de eu ir para a rua! Sim, para a rua. Vou fazer compras para a praia e comprar uma balança, para fazer regime você tem que monitorar seu peso. Pretendo comprar uns filmes também, estou interessada no mundo do cinema. Este ano quero me dedicar mais ao que eu gosto, coisas como teatro, cinema e literatura!

Amanhã vou me pesar, amanhã comecarei meu regime. É hora de tomar uma atitude senão daqui um ano vou me olhar no espelho e dizer "Meu Deus, mais um ano se passou e estou cada vez mais gorda, feia e descuidada!". Não quero isso. Quero no final do ano que vem olhar para mim e dizer: "Meu Deus, essa é a menina mais bonita que eu conheço!". Então, quero arrumar minhas malas e ir passar uns três meses na praia tomando sol, água de coco, banho de mar, lendo bons livros e relaxando.

Inclusive, falando em praia, me comprometi a ir para Barra Velha todos os feriados possíveis desse ano. Vai ser muito bom. Relaxar e não deixar o estresse tomar conta de mim.

Pretendo emagrecer tudo que engordei em 2008, mas mais que isso eu vou começar a malhar! Sim, vou começar a ficar não apenas magra, mas definida e durinha. Vou viajar. Vou estudar muito mesmo, quero ser a melhor aluna da minha classe. Vou comprar muitos livros que eu amo! Vou me dedicar a ver muitos filmes, aflorar a minha paixão pelo cinema!

Ah, já posso sentir as boas vibrações de 2009 no ar! Aí vamos nós!

Shall We Dance?

Acaba de passar na globo o filme "Dança comigo" ("Shall we dance" é o nome original). O filme é muito bonito, isso sem levar em consideração todo o charme de Richard Gere é claro. Uma pessoa sair da sua rotina e arriscar algo totalmente novo, algum (qualquer) tipo de arte! Eu acho isso fantástico, é tudo que gostaria de fazer.

Uma dança de salão, uma aula de fotografia, aulas de teatro, tocar um instrumento... Coisas que me parecem impossível, ainda mais se eu pensar no quanto sou descordenada, mas que eu admiro profundamente. Coisas que eu gostaria de ter coragem de fazer, de arriscar.

Fazer algo só para você e para o seu bem estar, em um mundo em que estamos o tempo todo fazendo coisas para as outras pessoas. Num mundo em que tudo é uma questão de troca de favores, que lindo seria se pudéssemos todos nos dedicar à arte ao menos uma vez por semana!

Acho que no segundo semestre de 2009 irei atrás de alguma coisa para fazer por mim. Se eu me lembrar desse propósito, é claro. Tenho proposto muitas coisas para 2009, mas isso é assunto para uma outra conversa...

Mundo De Loucos! 2

Chegou a notícia de que minha outra tia, Maria, viria para o ano novo. Anteriormente ela se recusara a participar do natal em família porque brigada com a tia Valéria e dissera que não apareceria mais naquela casa até que a tia Valéria voltasse para o Uruguai, país onde mora atualmente. Ela decidiu aparecer de última hora. Ficamos esperando que chegasse, estava muito bem arrumada. Trouxe o marido, um homem de meia idade que a pobreza destruiu qualquer mínimo sinal de beleza que pudesse ter, e, o filho (um drogado com sérios problemas mentais causados pelo uso contínuo de maconha, cocaína, crack... ) ficou em casa graças a Deus. A presença daquele menino (que vive na barra da saia da mãe, mas já completa mais de 30 primaveras) é aterrorizante. Tia Maria tem mais um filho, mas este escapou o quanto antes da loucura dos pais e hoje vive em outra cidade, é casado e vai ter uma filha. O que vive com ela tem mais de 3 filhos, mas não sabe onde estão. Tia Maria, seu marido e o filho moram em uma casa do subúrbio da cidade, são pobres. Minha tia tem uma certa loucura por animais, uma sede de salvar qualquer um que lhe apareça e já coleciona, na minúscula casa onde vive, 14 cachorros. Diz ela que prefere cachorro aos seres humanos. Ela não trabalha porque gasta todo o tempo cuidando dos animais, do filho louco e do marido fracassado. O marido passa a vida tantando ensinar os meninos do suburbio a jogar futebol, montou uma escolinha, que se dá dinheiro é o mínimo.

Enfim, chegaram todos. Nunca vi nada mais deprimente, ano novo diante da TV. Como minha tia foi incapaz de arrumar a mesa me adiantei. Tia Valéria até que ajudou um pouco, mas estava mais preocupada em terminar a champagne e resolver suas, intermináveis, diferenças com Tia Maria. Ficamos conversando o de sempre. Meu pai, Dom Casmurro, queto no sofá, sem falar, sem opinar, sem se mexer, apenas assistindo televisão como se fosse mais um medíocre dia no mundo. Minhas três tias como de costume se reuniram para falar da vida da família toda, criticar cada atitude, cada estilo de vida e criar teorias, teses, todas essas inutilidades de gente medíocre. Minha prima correndo feito louca atrás da irmã mais nova e meu 'tio' assistindo TV, estava visivelmente deslocado. Minha vó trabalhava na cozinha. Eu ia da cozinha para sala, da sala para a cozinha. Chovia lá fora.

Ficamos assim até que minha avó terminasse de arrumar a comida. Eu e Tia Tereza ajudamos a colocar a refeição na mesa. Sentamos. Silêncio. Foi desagradável. Então meu tio puxou um assunto típico da sua pessoa, "se eu ganhasse na mega sena..." e desatamos a falar sobre isso até que o assunto acabasse novamente. E levatamo-nos um a um sem se quer pedir licença, fomos assistir TV novamente. Não me lembro se comemos antes ou depois da meia-noite. O fato é que nos cumprimentamos com felizes anos novos todos. Acho que alguns foram falsos, mas tínhamos que seguir a 'tradição'.

E assim a noite se passou. Minha vó foi dormir, meu tio dormia no sofá, meu pai mau humorado noutro sofá, minha prima atrás da outra prima e minhas tias futricando a vida alheia e a delas mesmas sem perceber o quanto são inúteis e limitadas. Tive medo de ter que passar a virada do ano sempre assim. Acho que fiquei até um pouco depressiva com a situação. É triste ver se tem uma família de loucos, frustrados e perdedores.

Às vezes gosto da minha família, às vezes a odeio. Não tenho nada a ver com nenhuma daquelas pessoas, talvez seja ligeiramente parecida com meu pai, mas não tanto, ele é muito mau humorado e não tem amigos, afasta as pessoas. Gostaria que a vida fosse melhor que isso. Quero que o ano comece logo para eu poder conviver com outras pessoas que não minha família e que eu encontre alguém para formar a minha própria e me afastar desse sanatório.

Mundo De Loucos!

Permitam-me contar a pequena e, nem por isso, desinteressante história do meu primeiro (e último, por favor) ano novo na minha cidade!

A noite começou com chuva. Eu e meu pai fomos para a casa da minha avó paterna, onde se realizou a 'cerimônia', chegando lá estavam minha tia e minha avó. Uma vendo TV na sala, um programa terrível de música em um canal completamente desconhecido da TV aberta; a outra no quarto, novela. Minha tia, Valéria, já tinha tomado tudo que encontrou com teor alcóolico maior que 7% na geladeira, e minha avó já tinha trabalhado arduamente na cozinha a tarde toda.

Eu estava deslumbrante. Com strass do brinco à sandália, cabelo arrumado, maquiagem, vestido bonito e uma bolsa importada. Vesti-me para mim mesma. Não é porque não tenho autonomia (ainda) para me livrar dessas festas insuportáveis de família que vou me tornar igual à eles. Tenho que me preparar para o que me espera nessa vida, nesse mundo.

Meu pai abriu um champagne. Minha tia se adiantou para tomar com ele. Perguntou onde estaria minha outra tia, ficamos sabendo que de última hora ela decidira nao ir. Meu pai se irritou completamente, o que não é nada raro, e ligou para ela, disse que parasse de ser rídicula. A mesa precisava ser arrumada e minha tia não tomava providência nenhuma, ficava dançando sozinha diante da televisão, enquanto minha vó com os olhos pedia que alguém se adiantasse para finalizar o serviço, estava exausta.

Eu estava faminta! No almoço comi muito pouco (estou de regime) e depois desta refeição não havia comido mais nada, já era quase onze horas. Finalmente, minha outra tia, Tereza, resolveu aparecer. Chegou com as duas filhas. A mais velha, Amanda, com uns 14 anos e a mais nova, adotada, Maria Luiza, com pouco mais de 2. Maria Luiza é uma criança insuiportável e mimada. Tudo que pega ela arremessa (a decoração de natal, talheres, a própria mamadeira, comida e o que mais estiver a seu alcance). É incapaz de ficar brincando silenciosamente e sem importunar ninguém por mais de um minuto. Ela grita! Berra! Ela bate na mãe e a mãe grita com ela, briga com ela, puxa a orelha dela, faz chantagem. Amanda é uma coitada, vítima da mãe que tem. Como Tereza é uma mãe de mais idade, para uma criança de 2 anos, não dá conta de cuidar dela sozinha e Amanda acabou se tornando uma babá. Talvez ela aprecie o serviço. Mas não tem vida social, não tem amigos e é um tanto estranha...