segunda-feira, 3 de novembro de 2008

Nada Mais Sincero.

O motivo pelo qual eu te exclui completamente do meu MSN, do Orkut e da minha vida não é nada demais...

Sabe, quando você vai morar em outro lugar você começa do zero, uma vida completamente nova, com outras pessoas. Essas pessoas tornam-se os personagens centrais pra você e o passado congela no dia em que você partiu, pelo menos do seu ponto de vista. Dá uma sensação muito estranha de que o ponto de partida permanece intacto, enquanto o de chegada é uma constante mudança, é a vida propriamente dita.

Então quando eu voltei isso aqui pra mim era o mesmo de sempre. Era como se eu conhecesse esse cenário melhor do que ninguém, me recusei a acreditar que algo pudesse ter mudado. Mas hoje eu sei que as coisas mudaram e, mudaram, radicalmente.

Você foi tão especial que eu quis reatar nossos laços, mas aí eu vi que você tinha mudado tanto (outra pessoa praticamente?). Na minha cabeça ainda éramos os mesmos, eu ainda era capaz de amá-lo como no dia em que parti, mas você fez questão de passar uma borracha em mim o quanto antes e eu não significava mais nada. Talvez ainda exista mágoa, aí então, eu diria que nem tudo mudou...

Só fui compreender o que estava acontecendo quando você disse que a distância fez você duvidar do quanto poderia confiar em mim, o mais engraçado é que eu ainda era passível de confiar qualquer coisa a você.

Chegou o momento em que eu desisti dessa amizade, não o teria feito se você não tivesse relutado tanto! Você foi tão relutante em aceitar a minha volta que chego a pensar que te incomodo.

E como tem lá suas vantagens ir morar sozinho, como por exemplo: Você deixa de ser uma menina chorona e toma as rédeas da sua vida, das suas decisões, pára mesmo de ir correndo pros braços da mamãe a cada tombo; aí tentei usar de todo amadurecimento adquirido pra deixar você ir embora de vez.

“Isso não te pertence mais, Nathalia”.

Agora, assim como já era pra você desde o momento que eu fui embora, realmente somos dois estranhos, não sei mais para quem estou escrevendo isso, quem e com que olhos está refletindo sobre meus pensamentos. Não o amo e não o odeio. Como poderia se nem ao menos te conheço?

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